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Domingo, Maio 01, 2011

Nunca mais nos vimos. Passaram-se meses desde que decidimos pôr um ponto final a tudo o que nos unia...
Ninguém imagina o esforço que fiz semanas a fio, para não te ligar e suplicar que voltasses.Refugiei-me nos livros, no chocolate, na música, na minha cama...
Num fim de tarde, como outro qualquer, deitei-me na tentativa de dormir e não pensar em ti... Mas acordei pouco tempo depois, com fome de ti. Sonhar contigo é o meu maior pesadelo... Suspiro... Levanto-me a muito custo... Vou à janela e encosto a minha testa ao vidro, frio. Ainda há sol na rua, mas pouco me interessa. Nada me interessa...
Abano a cabeça, como se precisasse de acordar e me desligar de ti. Visto uns jeans, e um top branco. Calço uns chinelos. Pego na mala, nas chaves do carro e nos óculos de sol e saio sem destino...
Mais uma vez caio no meu refugio. Num shopping qualquer, perdida em pensamentos numa livraria atolada de livros. Pego num ao acaso e trago comigo. Desço as escadas e venho para o carro, que deixei algures no parque de estacionamento. Enquanto o procuro olhando para todo o lado, os meus olhos passam-te por cima. Desvio o olhar. Não quero acreditar. Não quero olhar. Não quero sentir. Começo a correr, nervosa, não consigo encontrar o carro. Olho para trás já não te vejo. Continuo a correr e dou de caras contigo. Sorris por me ver tão assustada. Odeio-te por sorrires. Amo-te por te ver à minha frente.
Perguntas-me como estou, mas ainda com a respiração descontrolada, nem te consigo responder. Tiras as mãos dos bolsos e ajeitas-me o cabelo. Coloca-lo suavemente atrás da minha orelha e aproveitas para me fazer uma leve caricia na cara.
Fecho os olhos para não te olhar. Mas sinto que te aproximas mais e mais...
Dou um passo para trás, sem abrir os olhos. Tu dás um passo em frente e pegas-me nas mãos. Abraças-me... Dás-me um beijo na testa e seguras a minha cabeça contra o teu peito. Sinto o teu perfume, doce... Sinto a tua respiração.. E sempre o teu dom de me acalmar...
Em minutos já estamos encostados ao teu  carro. Ainda tento fugir, mas sabes que não resisto aos teus lábios que fazem o meu corpo sentir-se vivo.
Puxas o meu top para cima... Beijas-me a barriga, acaricias-me os seios, mesmo por cima do meu soutien.
Puxo o top para baixo e pergunto-te se estás louco. Corremos o risco de alguém nos ver, mas calas-me com um beijo e voltas a puxa-lo para cima. Desapertas-me as calças e as mãos mergulham dentro delas...
A adrenalina já nem me deixa pensar em condições. A escuridão da noite não deixa ver se alguém vem ou vai passar. E fazes o que queres de mim...
Desaperto-te a camisa e deixas-me passar as minhas mãos frias pelo teu peito cuidadosamente musculado. As saudades que eu tinha do teu corpo...
E meios vestidos, meios despidos, entregamo-nos à loucura. Sem tempo e ao mesmo tempo sem pressa. As saudades que tínhamos um do outro, notam-se cada vez que te sinto em mim. Cada vez que me sentes em ti... Perdemos completamente a noção de onde estamos e do que estamos a fazer e cada vez se torna mais dificil, manter-me calada.
Ouvimos um carro ao longe. Peço-te para parares. Mas ignoras... Vibras com a adrenalina e fazes-me ficar completamente doida.
Atiras o meu cabelo para trás das costas. Tapas-me a boca com uma mão, para todos os meus gemidos serem mais silenciosos... Sorris pelo gozo que toda esta aventura te está a dar.
Vivemos intensamente cada segundo. Todo o meu corpo se funde com o teu, numa mistura alucinante. O prazer e a loucura fundem-se também e atingem o seu ponto máximo...
Mordes-me o pescoço em sinal de missão cumprida. Tiras por fim, a mão da minha boca e deixas-me respirar e pôr os pés na terra.

Surreal....

Raio de Sol*

Domingo, Abril 24, 2011


Arrancou-lhe os botões da camisa, sofregamente... Puxou-lhe a saia como toda a força, na ânsia de não perder mais tempo.
Pegou-lhe ao colo com toda a pressa e levou-a para a banheira. Abriu o chuveiro. A água começou a cair e a molhar os corpos nus... Sedentos de paixão.
Desejos quentes, molhados e alucinantes...
Ele encosta-a contra a parede.... Apoia uma mão na parede molhada, põe a outra na testa dela e beija-a...
Ela fica ali seduzida por toda aquela entrega e cumplicidade... Deixa-se dominar por ele, porque às vezes tem que ser assim. Porque às vezes faz parte ser assim...
E água quente cai, como uma chuva de desejos. E eles apanham cada gota. E cada segundo é aproveitado. E cada minuto é devorado.
O vapor da água começa a criar um ambiente de mistério. Já pouco se vê e já nada se precisa ver. De olhos abertos ou fechados, já cada um sabe de cor aquilo que quer, onde quer e por que quer...
E completamente rendida, ela entrega-se, sem pensar em mais nada. Os dedos dele exploram o corpo dela. Centímetro a centímetro. O calor da água, confunde-se com o calor da língua dele a deslizar por cada recanto mais escondido. O prazer já era demasiado visível na cara dela. E nos movimentos do corpo dela. E na respiração dela.
E ele abusa e procura mais e mais e mais.... Mas para. Sem palavras. Olha-a nos olhos. Agarra-a na barriga, com as mãos fortes e vira-a de costas. Contra a parede. Os seios dela na parede fria e o corpo quente dele nas suas costas, é uma mistura demasiado perigosa.
Ele sussurra qualquer coisa ao ouvido dela, e beija-lhe o pescoço e os ombros. Uma mão agarra-lhe a cabeça. Outra fica posicionada estrategicamente para alimentar, mais ainda, o prazer dela.
Sem se olharem... Numa entrega desenfreada, por entre gemidos e respirações ofegantes... Deixaram-se vencer... Primeiro ela... Depois ele... Porque às vezes faz parte ser assim...

Raio de Sol*

Sexta-feira, Abril 22, 2011

Ele esperava por ela, ansioso. Era sempre assim, parecia-lhe sempre a primeira vez.
Ao fundo da rua, finalmente ela começava a confundir-se com a escuridão. Caminhava devagar e séria. O cabelo esvoaçava sobre a sua cara, mas nem isso a levava a fazer qualquer movimento.
Chegaram perto um do outro e não se olharam.
Nada de olhares…
Nada de palavras…
Nada de desejos escondidos…
Mas assim que ele sentiu o calor do corpo dela, aproximou-se e ao contrário dos outros dias, envolveu-a num abraço forte.
O beijo… esse só surgiu quando o abraço já não satisfazia, nem um, nem outro.
- Vamos?!
Ele, levou isto como uma ordem. Seguiu carinhosamente os passos dela.
E assim que a porta da velha casa, destruída pelo tempo se abriu, ambos se envolveram em beijos perigosos.
Sem olhares, sem palavras, sem desejos escondidos, deram-se por vencidos e deitaram-se no chão frio, rapidamente aquecido pelos corpos quase nus.
E porque desta vez tinha de ser diferente, deixou-se dominar pela beleza da mulher que amou vezes sem conta.
Esta noite, ele seria dela.
Só dela!...

Raio de Sol*

Quinta-feira, Abril 21, 2011

Frio... Calor... 
Esta mistura deixa-me totalmente desorientada.
O frio da serra coberta de neve. O calor do teu corpo que me envolve num abraço... E ali ficamos, a ver a pedacinhos de neve cair suavemente, num silêncio que envolvia toda aquela magia. 
Eu apenas consigo ouvir o som da lenha a arder na lareira e a tua respiração, junto do meu ouvido esquerdo. Encosto a minha cabeça no teu ombro. Fecho olhos. A tua barba a tocar-me na testa provoca-me arrepios absolutamente viciantes...
Dou-te um beijo... E deixo-te sozinho. Os teus olhos intensamente azuis seguem-me... Mas rapidamente desvias o olhar... Encostas-te à janela e ali ficas...
Às vezes pareces tão forte. Outras pareces simplesmente um miúdo que ainda não sabe o que quer da vida . O teu olhar denuncia-te sempre!
 - Tenho frio... 
Digo eu enquanto tiro o casaco propositadamente.
Às vezes gosto de contradições! 
Às vezes dá-me um gozo descomunal provocar-te! 
Olhas para mim sem te mexer. Sorris... Eu adoro quando fazes essa cara de maroto... Mas não te mexes... 
Insisto que tenho frio... E tiro a camisola.... 
Continuas imóvel... 
E eu começo uma luta sem fim... Entre o frio, a sedução e a vontade de te ter... 
Descalço-me e em dois segundos estou à tua frente...
Pego-te nas mãos e puxo-te... Olhos nos olhos... Contornamos a mesa por instinto e o sofá por opção. 
Ficamos em frente à lareira. Já não há frio... Apenas demasiados tipos de calor, misturados num só.
Tiras-me a ultima camisola... E beijas cada centímetro da minha pele.
Ajoelhas-te... E tiras-me as calças... Entre beijos e brincadeiras nada inocentes, fico à tua frente apenas com a tua lingerie preferida...
Ajoelho-me e tiro metade da tua roupa... Beijo suavemente os teus lábios, enquanto me abraças e me empurras para o chão...
Deitas-te em cima de mim. Enrolo as minhas pernas à volta da tua cintura... E deixo que me provoques ao máximo, como tudo o que tens... 
Em menos de nada, sinto a tua respiração perto da pouca roupa que ainda tenho vestida... E as tuas mãos a puxar-me as alças do soutien... E a tua boca a puxar-me a tanga preta... E de novo os teus olhos azuis a seduzirem-me... 
Sorris com o teu ar maroto e começas lentamente a torturar-me... Muito devagarinho... Porque sabes que a seguir eu vou-me vingar a triplicar de tudo o que me fizeres... 
E como o que fazes, fazes bem... Levas-me à loucura de uma forma alucinante. Puxo-te para mim... E passo para cima de ti. Tocas-me e seduzes-me com cada toque... Mais. Mais. E mais.... 
Agora é a minha vez de despertar cada um dos teus sentidos. Um a um... E mais algum... 
As minhas mãos, os meus lábios, a minha língua... Perdem-se na imensidão de sensações que provocamos um ao outro...
E paro... No momento em que já não aguentas mais. No momento em que já não aguento mais. 
Cada vez faz mais frio lá fora, com o cair da noite... Cada vez mais calor a envolver-nos... Despidos de qualquer  pensamento...  Partimos em busca do prazer máximo. Agora mais nada importa para além de nós... Sedução. Paixão. Desejo. Brincamos com a nossa loucura como quem brinca com o fogo... 
O segredo é esse...
E a explosão de magia que ambos descobrimos ao mesmo tempo, é a essência desse segredo!



 Sorris. Eu rio-me... 
Dás-me um beijo. Eu abraço-te. 
Cantas baixinho. Eu deito-me no teu peito a ouvir-te.

Não queria mais nada desta vida....

  Raio de Sol*

Quarta-feira, Abril 20, 2011



Vem…


Faz o que te digo...
É só isso que te peço, vem comigo…
Não vale a pena fugirmos mais…. Já estamos demasiado envolvidos neste perigoso jogo de sedução.
Tu seduzes-me e eu faço-o também, mas ainda melhor…


Senta-te…
Faz o que te digo… deixa-me sentar em cima de ti… deixa-me despir-te com o olhar e amar-te em cada beijo que te dou.
Agarra-me…
Não me deixes partir… Sabes que quero ficar!
Beija-me e sente o meu calor, a minha respiração, o meu a
roma…
Abraça-me e sente os meus braços nos teus ombros…
Abraça-me com força… Com muita força!
Beija-me…
Devagar…
Suavemente…

Sente os meus lábios a tocarem os teus…
Sentes?
Ama-me…
Ama-me hoje…
Ama-me para sempre!...

Raio de Sol
[2006]
Raio de Sol*

Em menos de nada estava abraçada a ti. Estava a sentir-me perdida nos teus braços e ao mesmo tempo protegida.
Por mim ficava assim uma vida... Mas tu preferiste que eu me perdesse por completo em ti. Pegaste-me e levaste-me para o jardim.
Estava escuro. Apenas havia a luz da lua. Lua cheia. A fase da lua que mais amo...
Deitas-me no chão e deitas-te ao meu lado...
Dou-te beijo e não me largas mais. As tuas mãos à volta do meu corpo, o teu peito junto ao meu, os meus lábios perdidos nos teus...
Estava a sentir o teu calor... estava a sentir o teu coração bater... estava a sentir-me a mulher mais feliz do mundo... Estava ali onde sempre quis estar!
Dançamos ao som do vento, rimos de nós próprios, saboreamos a felicidade e... procuramos o nosso limite.
Tiraste-me a roupa, com a mesma suavidade que o vento rouba as folhas das árvores... Deixaste-me tirar a tua com beijos... Beijos por todo o corpo...
Beijos que provocam arrepios... E vontade de ir mais longe.
O silêncio... A lua cheia... A noite... Tu... Eu... O amor... O prazer...
Perfeito!!



*Raio de Sol*
[2008-2011]


Já passava da hora marcada.
Esperava-te encostada ao muro alto, frio e estragado pelo tempo. Esperava-te sempre ali...
Mas hoje era diferente. Levava comigo uma mão cheia de sonhos.... O tempo continuava a passar e nem sinal de ti...
O meu coração batia cada vez mais rápido... Os sonhos palpitavam nas minhas mãos...
Fechei os olhos e tentei não sentir nada dentro de mim. Apenas o vento a bater na minha cara... Que sensação de liberdade...
As tuas mão a percorrer o meu corpo. A tua respiração a confundir-se com a suavidade do vento. As tuas palavras a criarem os meus sonhos realidade... Abri os olhos... Senti-te ali. Perto. Mais perto. E mais perto ainda. E abracei-te com força.
Fechei os olhos de novo...

[começado em 2008... terminado em 2011]
Raio de Sol*

Sexta-feira, Fevereiro 12, 2010

Acordei...
Tu ainda dormias profundamente encostado ao meu ombro. Toquei-te na cara. Sorriste, mas não abriste os olhos... Encostei a minha cabeça à tua e fechei os olhos, não na tentativa de dormir, mas sim de puder saborear tudo de novo...
A tua respiração serena fez-me em segundos recuar muitas horas, até ao momento em que me ligaste a dizer que tinhas saudades minhas....





[continua... talvez...]

Sexta-feira, Dezembro 05, 2008

Carina*


Carina acabava de deixar cair para o chão o vestido amarelo que tinha vestido há pouco. A pele morena brilhava com os últimos raio do sol. O biquíni branco mostrava a perfeição do corpo dela.
Estava calor... o sol preparava-se para se esconder no mar.
A areia estava quente...
O vento estava ainda mais quente... e deslizava suavemente no corpo e nos cabelos dela.
Esqueceu o vestido. Os chinelos. A mala. A toalha. Tudo...
Mergulhou os pés na água do mar. Estava igualmente quente. Hum...
Molhou as mãos e deixou-se ir nas ondas que iam e vinham de mãos dadas com o sol que já quase não se via..
Deixou o tempo passar. Anoiteceu e nem se apercebeu que ele estava ali, perto dela. Olhava-a em silêncio. Os olhos claros cintilavam na escuridão.
Carina olhou para ele e sorriu, como se sempre soubesse que ele ali estava a olha-la. Abriu os braços, como se pedisse para ele a abraçar.
E em menos de nada estavam deitados na areia. A lua cheia deitava-se com eles e fazia brilhar ainda mais a pele morena e molhada de Carina.
As linhas perfeitas dela encaixavam no corpo dele, como se sempre tivessem pertencido um ao outro.
Ele começou por explorar cada sentimento da pele tatuada dela... Depois a sua boca deslizou para os ombros. Para o pescoço. Para o peito. Para a barriga. E regressou ao pescoço com a língua colada à pele dela.
Carina arrepiou-se. Desejou mais e mais e mais...
Deixou que os seus lábios tocassem os dele, e deixou as suas mãos à deriva nas costas dele. Quanto mais se perdiam em beijos quentes como aquele noite, mais se desejavam.
Nem a agua do mar que de vez em quando os banhava apagava o fogo da paixão que ali estavam a viver.
O corpo de Carina palpitava intensamente por aquele homem loiro, bonito e de olhos claros.
O corpo dele pedia o mesmo. Desejava-a com toda a força...
Deram as mãos. Sorriram e cederam ao desejo...
As respirações ofegantes, tornaram-se numa só. E na areia molhada fizeram tudo o que puderam para saciar todas as vontades loucas de se terem.

Loucamente...
Intensamente...
Apaixonadamente...

Raio de Sol
Para a minha querida Carina...Gosti*
(Imagem daqui)

Quarta-feira, Novembro 12, 2008

Rita*

Lua cheia.
Rita caminhava pela praia, sozinha. Deixava os seus pés serem beijados pela agua do mar, e os seus cabelos pretos e encaracolados voarem com o vento.
Estava frio, mas estava uma noite linda. O céu negro fundia-se com o mar, lá longe. A lua e as estrelas estavam suspensas no céu e e ao mesmo tempo a bailar na água que tocava os pés dela.
Rita cansou-se de segurar com a mão o vestido preto, comprido e sem alças. Deixou-o cair e deixou que se molhasse. Deixou para trás também os sapatos pretos de verniz que segurava na outra mão.
Sentia-se mais livre.
Parou. Fechou os olhos. Abriu os braços. Respirou fundo. Varias vezes...
Sentia-se ainda mais livre.
Sorriu...
E no mesmo instante, o medo invadiu todo o seu corpo. Vinha alguém em direcção a ela. A pouca luz que havia não a deixava ver quem era. O medo não a deixava sequer mexer-se.
Ficou ali parada, a olhar com a sua cabeça a pensar em mil coisas ao mesmo tempo.
Ele sorriu.
E todo o medo se transformou em qualquer coisa que ela não sabia definir... Correu para ele. Queria abraça-lo. Sentir que não estava a ter uma alucinação.
Ele parou e esperou-a. Rita chegou em menos de nada junto dele. A sua respiração estava ofegante, mas nem isso a impediu de o abraçar com força e deixar que ele a beijasse.
A mistura do corpo dele quente com o dela frio, tornava-se numa mistura alucinante...
O vestido dela depressa deslizou do seu corpo e a seguir caíram abraçados no chão. Pouco importava se a areia estava molhada ou não. Importava sim o momento e tudo aquilo que estavam a sentir.
Ele beijou sofregamente o corpo dela todo. Enquanto ela amava cada centímetro da pele morena que tocava a sua. Os olhos negros dele confundiam-se com a escuridão, mas o sorriso... O sorriso brilhava quase tanto com a lua, que iluminava o pouco que eles precisavam ver.
Rita fechou os olhos mais vez e deixou que ele a dominasse. O seu corpo chamava por ele desde o primeiro abraço.
E agora cada vez mas o queria. Ali. Agora. Assim.
Rebolaram pela areia sendo um só, na magia de tudo o que os rodeava. Por momentos deixou de existir o mar, a lua, as estrelas, o resto do mundo... Existiam apenas dois corpos despidos, abençoados pela noite. Duas respirações que se cruzavam loucas de desejo. Duas almas que se tornaram numa só, embaladas pela paixão.
Perderam-se no amor que ambos sentiam.
Encontraram-se no prazer que ambos alcançaram.

Silêncio...
Foi perfeito!

|Raio de Sol|
Para ti Ritinha! Espero que gostes! :)

Terça-feira, Novembro 04, 2008

Gritei… Não aguentava mais!
O teu olhar no meu baralhou-me os pensamentos todos. Eu queria ir embora, mas o teu silêncio pedia-me para ficar.
Olhei-te uma última vez e aí, já desviaste o olhar. Abri a porta e sai. Caminhava devagar. Sentia que cada passo em frente que dava, eram dois para trás que queria dar.
Parei. Sentei-me no chão. Senti frio. Fechei os olhos. Deixei o vento bater-me na cara e brincar com os meus cabelos.
Chorei. Disse em voz baixa tudo o que te queria dizer e não disse.
Gritei depois. Sei que não ouvias, mas o alivio de gritar era mais reconfortante do que a raiva de ter errado de novo.
Limpei as lágrimas com mão direita. Agarrei o cabelo com a esquerda. Respirei fundo o ar suave e fresco que o vento trazia até mim.
Olhei à minha volta. Não havia testemunhas do meu momento de fraqueza.
Quando pus a mão no chão para me levantar, reparei que tinha uma flor junto de mim.
Olhei de novo à minha volta. Ninguém. Apenas silencio.
Peguei na flor. Levantei-me…
Senti o teu calor. A tua mão na minha barriga a puxar-me para ti. As minhas costas contra o teu peito.
Virei-me e olhei-te nos olhos. Num segundo vi o meu mundo no teu olhar e a minha vida no teu sorriso lindo.
Abraçaste-me e deste-me um beijo na testa.
Empurraste-me carinhosamente contra a parede de uma casa vazia e sem vida que assistia a tudo.
Agarraste as minhas mãos, olhaste e viste-me ali completamente tua…
Beijaste os meus lábios com os olhos e os meus ombros com os teus lábios.
Arrepiei-me e tu fizeste pior…
Deixei de me proteger e deixei que fosses tu a tomar conta de mim. Afinal com as mãos presas, não podia fazer nada.
Deixei-me ser tua. Deixei que fosses meu.
Amei-te de novo…
Tanto!

*Raio de Sol*

Quinta-feira, Setembro 25, 2008

Um pouco mais...

Queria um pouco mais de ti, esta noite.
Olhei-te. Desejei-te. Amei-te. Num segundo...
Agarrei-te a camisa já semi aberta e puxei-te para mim. Olhaste-me com um ar assustado, mas estavas ainda mais louco que eu.
Abraçaste-me e deixaste-me abrir o resto da tua camisa. Tiraste-a e deixaste-a cair no chão.
Ficou para trás como prova da nossa passagem por ali.
Percorremos o corredor, envolvidos numa dança alucinante. Subimos as escadas perdidos nos sorrisos um do outro. Passamos pelo quarto escondendo os beijos da luz.
Paramos na varanda...
O vento, a lua, as luzes da cidade, o encanto da noite... tu, o teu sorriso, o teu cheiro, o teu encanto, a tua ternura... e eu... completamente perdida na loucura de ter um pouco mais.



*Raio de Sol*

Segunda-feira, Março 10, 2008

Meu para sempre




Já passava da meia-noite e nós à chuva a discutir. Gritávamos um com outro, quando a minha única vontade era calar-te com um beijo.
Mas tive medo que me rejeitasses, preferi virar as costas e fugir para casa. Corri como se fugisse do tempo… entrei em casa e tu entraste logo depois.
Abraçaste-me com força… acariciaste-me os cabelos molhados… e deste-me um beijo suave, enquanto me tiravas o casaco também molhado.
Ficou pelo chão, assim como toda a roupa que te fui tirando.
Pedi para parares.
Queria olhar-te. Queria ver-te a suster a respiração louco por me dares outro beijo e por percorres todo o meu corpo com os teus lábios…
Deixei que me despisses a pouca roupa que restava…
Beijaste-me como se fosse a primeira vez. Conseguiste provocar um arrepio assustador em mim. Deslizaste os teus lábios pelo meu pescoço… desceste para os ombros… para o peito… e voltaste em busca dos meus lábios que chamavam por ti em silêncio.
Puxei-te pela mão... Com força para teres a certeza que eu queria isto.
Deixaste-me cair na cama e vieste em busca de mim. Senti as tuas mãos quentes a mergulhar no meu corpo. Senti o teu cabelo molhado no meu peito. Senti a tua alma, em busca da minha…
Completamente rendida. Completamente alucinada.
Beijei-te os ombros com a mesma suavidade com que me amavas. Toquei as tuas costas e senti que eras meu.
O teu calor. O teu desejo. Tu.
Meu para sempre.


*Raio de Sol* 10/03/2008

Sexta-feira, Outubro 19, 2007

Sabia que era hoje...


Ambos sabiamos que a noite seria longa…
Os olhos dele já conheciam bem o meu sorriso, o meu olhar, o meu cabelo, as minhas mãos… tudo estava carinhosamente estudado. Nunca me tinha tocado, mas depois de meses de encantamento mutuo, era impossível não saber…
Entramos na sala. Um de cada vez. Sentamo-nos longe um do outro...
Durante o jantar, pelo meio da multidão trocamos olhares cúmplices, olhares a arder de paixão…
A vontade de nos tocarmos sem medo era tanta, já há tanto tempo…
Saímos sem que alguém percebesse. Corremos para o parque de estacionamento e paramos... Havia imensos carros à nossa volta, e apenas um candeeiro lá longe a brilhar... A luz da lua cheia dava para ver tudo o precisavamos ver...
Quase sem folego pegaste-me na mão e sorriste:
-Nem acredito...
Sorri... abracei-te com tanta força...
Pela primeira vez senti o teu calor, o teu coração a bater no meu peito, os teus braços a envolverem-me...
Voltaste a pegar-me na mão e olhaste-me. Olhaste para o meu vestido vermelho... Olhaste para o meu cabelo que voava com o vento... Olhaste-me nos olhos...
Deste-me um beijo. O nosso primeiro beijo... E o primeiro de tantos que se seguiram.
A minha mão percorria o teu cabelo preto, suave... As tuas deslizavam nas minhas costas. Os nossos lábios brincavam juntos...
Paraste. Olhaste de novo para mim e sorriste. Pegaste-me ao colo e levaste-me até ao teu carro.
Mais dois beijos e levaste-me para um sitio lindo... Longe de tudo, só se via o mar e a lua a envolverem-se suavemente...
Havia um banco também, lá longe... Onde passamos horas entre conversas, beijos e carinhos.

Amanheceu...

...



Raio de Sol , 24/09/2007

Quinta-feira, Julho 12, 2007

Filipa


Ela dançava…
Ele chegou…
A discoteca estava praticamente cheia, mas ela viu-o. A musica deixou de existir para ela. Ficou parada a sorrir e a percorre-lo com o olhar.
Ele estava sozinho. Olhou à sua volta e como não viu ninguém conhecido saiu…
Para ela a noite tinha acabado… A frustração levou-lhe o sorriso.
Foi beber qualquer coisa e saiu também, a desejar chegar o mais rápido possível a casa.
Descalçou-se até ao carro, já não aguentava mais aqueles sapatos.
- Queres que te leve ao colo até ao carro? Ainda te cortas com algum vidro…
Parou. Teve medo. Olhou para trás e um arrepio percorreu-lhe as costas ainda suadas.
Era ele…
- Que susto!
- Oh então? Sou assim tão assustador?
- Não, mas não contava encontrar-te aqui e ainda por cima às 4 da manha.
- (sorriu) Estive lá dentro, mas saí… depois fiquei aqui a pensar para onde havia de ir.
Ela sorriu, como se soubesse perfeitamente para onde o levar. Ele aproximou-se dela e ficou a olha-la.
- Que foi?
- Estou com uma vontade doida de te dar um beijo.
Riram-se os dois e ele pegou-lhe ao colo. Meteu-a dentro do carro e atirou os sapatos dela para cima do banco de trás.
- Para onde é que tu me vais levar?
- Para o paraíso…
-Hum...
Até chegarem ao apartamento dele, falaram, riram, partilharam sonhos e desejos…
Quando chegaram ele voltou a pegar-lhe e levou-a até lá ao colo. Entrou, fechou a porta e deitou-a no sofá preto da sua sala.
Ela sentou-se, ajustou o vestido preto ao corpo e deu um jeito ao cabelo enquanto ele foi buscar champanhe…
Sentou-se ao lado dela e deu-lhe um beijo quase de surpresa. Depois acariciou-lhe os cabelos e deitou a cabeça dela no seu peito.
Beberam o champanhe quase todo enquanto falaram e trocam beijos com sabor a desejo. Desejo puro e enlouquecido pela temperatura que se fazia sentir naquela sala.
Ele começou por despir a camisa… depois despiu carinhosamente o vestido dela, beijando-lhe o corpo que ia ficando despido.
Envolveram-se em beijos cada vez mais perigosos e … cederam ao desejo de se amarem pela primeira vez.
O resto… só ele e ela viveram e sentiram…


Ela podia chamar-se Filipa...

Ele podia chamar-se ...

'Raio de Sol

Quarta-feira, Maio 02, 2007

Vestido Preto


Completamente alucinada e louca por ti…
Sei que percebes e finges não me ver no meio de tanta gente. Mas eu sei que vês! Encontro o teu olhar perdido em busca do meu, vezes sem conta por entre o sorriso dos outros… nunca gostei de festas, mas esta vai ser a minha noite.
Olhas e desvias o olhar. Sorris sabes lá porquê. Os teus amigos falam sem parar, mas tu manténs-te calado.
Brinco com o copo nos meus lábios. Olho-te sem medo. Provocar-te faz-me sentir ainda mais louca…
Sabia que não ias resistir…
Em menos nada fazes-me sinal para ir ter contigo ao jardim. Agora podia ser eu a resistir mas não me apetece. Deixo o copo numa mesa qualquer, ajusto o vestido preto ao meu corpo, passo os dedos no meu cabelo e desapareço dali sem ninguém dar conta.
Esperas-me de costas, encostado ao muro perto de uma árvore cheia de flores amarelas.
Sabes o quanto gosto de flores amarelas. Fazes tudo para me seduzir. Mas eu sei faze-lo ainda melhor…
Sentes que caminho até ti, viraste e sorris. Eu caminho devagar, com o mesmo sorriso com que saí da festa.
Paro à tua frente. Ficamos ali, sem nos tocarmos, a olhar nos olhos um do outro e a sorrir.
Mas mais uma vez não resistes. E agarras-me pela cintura procurando desenfreadamente os meus lábios. Eu desvio… quero deixar-te ainda com mais desejo de me beijar.
Sem medo, segues para o meu pescoço. Como esses arrepios sabem a prazer…
Sem perceberes inverto o jogo e agora sou eu que procuro os teus lábios que entregas sem luta.
Beijas-me… sorris… dizes palavras meigas… quase ao mesmo tempo.
Limito-me a fechar os olhos e a perder-me em ti, como sempre desejei desde o dia em que me tentaste seduzir…


*Raio de Sol* 01/05/2007

Domingo, Setembro 03, 2006

João

João esperava por ela, ansioso. Era sempre assim, parecia-lhe sempre a primeira vez.
Ao fundo da rua, finalmente ela começava a confundir-se com a escuridão. Caminhava devagar e séria. O cabelo esvoaçava sobre a sua cara, mas nem isso a levava a fazer qualquer movimento.
Chegaram perto um do outro e não se olharam.
Nada de olhares…
Nada de palavras…
Nada de desejos escondidos…
Mas assim que João sentiu o calor do corpo dela, aproximou-se e ao contrário dos outros dias, envolveu-a num abraço forte.
O beijo… esse só surgiu quando o abraço já não satisfazia, nem um, nem outro.
- Vamos?!
João, levou isto como uma ordem. Seguiu carinhosamente os passos dela.
E assim que a porta da velha casa, destruída pelo tempo
se abriu, ambos se envolveram em beijos perigosos.
Sem olhares, sem palavras, sem desejos escondidos, deram-se por vencidos e deitaram-se no chão frio, rapidamente aquecido pelos corpos quase nus.
E porque desta vez tinha de ser diferente, João deixou-se dominar pela beleza da mulher que amou vezes sem conta.
Esta noite, ele seria dela.
Só dela!...

* Raio de Sol *

Quarta-feira, Agosto 16, 2006

Esta Noite...♡


Esta noite, vais ser meu!

Espero-te sem que saibas que o estou a fazer. Nunca gostaste que eu esperasse por ti…

Mal tu sabes há quanto o faço… há quanto tempo espero o dia em que possa ser tua para sempre!

Enquanto flutuo no meu sonho, tu passas à minha frente. Dás pela minha presença. Surpreendeste. Sorris. E perguntas o que faço ali.

- Um dia disseram-me que aqui iria passar o meu príncipe encantado. Disseram-me também para não esperar por ele, mas sim desejar que ele esperasse por mim.

Voltas a sorrir e pegas nas minhas mãos, quase presas pela ansiedade. Olhas-me durante um momento que me pareceu eterno. E fechas os meus olhos com as pontas dos teus dedos, percorres a minha cara, o meu pescoço, os meus braços...

E os teus lábios aproximam-se…

Beijas suave e delicadamente, cada traço do meu corpo. Paras nos meus lábios.

A paixão é cada vez maior…

O desejo leva-nos a cometer loucuras!

Despes a pouca roupa que tenho vestida. Faço-te o mesmo.

Agarras-me e brincas com o meu sorriso.

Abraças-me e o desejo de ambos torna-se num só desejo.

Baixinho dizes-me ‘Amo-te’ e sorris…

É por isso que gosto tanto de ti, sabes melhor que ninguém que um beijo e um Amo-te não chega…

Desejas-me…

Mas eu desejo-te ainda mais!

E naquela noite foste meu… como em todas as outras que se seguiram…


* Raio de Sol *

Segunda-feira, Junho 12, 2006

Proibido?


Desejo…
Desejos…
É isso que me move…
É isso que te afasta…
Passas por mim e chamas-me com o olhar. Sabes que não devo ir, mas chamas-me… queres isso mais do que eu.
Não vou ceder. Desvio o olhar e finjo que não te vi.
Voltas a faze-lo… Agora tens a certeza que vi e tens a certeza que quero ir, mas que não posso… ou não devo…
Sorris…
Sabes que amo o teu sorriso…
Levanto-me, ajusto o vestido ao meu corpo, mexo no cabelo e vou ter contigo…
O proibido torna-se sempre na maior das tentações.
Continuas a sorrir…
És delicadamente encantador…
Fixo os meus olhos nos teus… mas não sorrio…
Paro à tua frente…
Aproximaste de mim e ficamos assim uns instantes…
Presos pelo desejo de nos tocarmos…
Tentas… Mas sabes que não podemos fazê-lo!
Agarras-me a mão e puxas-me… levas-me para longe todos aqueles que … não podem saber!
Encostas-me à parede, soltas-me as mãos… agarraste-me a mim e eu agarro-me a ti…
Beijas-me o pescoço… Beijas-me os ombros… beijas-me os braços… Beijas-me os lábios tão, tão, tão suavemente…
Ao mesmo tempo, sinto as tuas mãos quentes… a flutuar nas minhas costas…
Gosto… e peço-te que não pares…
Mas tu paras…
Olhas-me…
Fazes um sorriso carinhoso…
Dás-me um beijo…




* Raio de Sol *


Sexta-feira, Maio 19, 2006

_______ Perfeição

Tinha o cabelo solto e com risco ao lado.
Pintava a folha azul-bebé com um lápis amarelo.
Com os seus riscos tortos desenhava o seu mundo perfeito…
Um mundo em que era sempre primavera, em que havia sol, flores e cores…
Um mundo em que a sua casa seria um castelo e ela seria princesa.
Desenhava o vestido, cuidadosamente… branco e bonito… de seda brilhante como pérolas…
Nesse castelo havia uma varanda com vista para uma floresta encantada… nessa floresta vivia o seu príncipe encantado.
Aquele que todas as noites lhe trazia flores selvagens, lhe cantava belas melodias, lhe mostrava a verdadeira cor das estrelas…
Tudo era perfeito. O lápis deslizava na folha ao sabor do sonho…
E quando tentava mais uma vez pintar a noite, para com ela chegar o seu príncipe, vestiu o seu vestido e o bico do lápis partiu…
Nessa noite, já não houve flores…
Já não houve melodia…
Já não houve amor…
Já não houve a noite especial que ela tanto queria…
O vestido ficara por apertar e o amor por alcançar…

Levanto-me para afiar o lápis…
Olho-o com pena…
Já está demasiado velho e usado… prefiro guarda-lo e saber que foi com ele, que num papel fiz um mundo mais bonito.

O desenho? Esse acaba na noite em que eles se iriam amar mais uma vez…

* Raio de Sol *

Quinta-feira, Maio 18, 2006

Só esta noite...


Sê frágil esta noite…
Só esta noite…

Vem comigo, segue as pegadas sem cor que deixo no tempo…
Segue o desejo que deixo perdido na escuridão…
Segue-me…
Deixa-me ser forte esta noite…
Quero mostrar-te o meu sabor…
Quero provar o teu…
Quero amar-te…
Quero que me ames!
Só esta noite…



* Raio de Sol *

Sábado, Abril 22, 2006

JaNeLa


Caminho devagar até à janela…

Um desejo transcendente leva-me a querer ver o mundo lá fora!

E cedo a esse impulso…

Encosto-me ao vidro frio, toco-o com os meus dedos para sentir essa gélida sensação…

Olho para o horizonte...

E vejo-nos… lá longe… tão longe quanto o sol. E apenas alguns dos seus raios nos iluminam.

Furam por entre as arvores e vem até nós naquele tom amarelo quase transparente…

Brilham… aquecem… encantam…

Abraças-me. Com aquele abraço que tanto desejo sentir todos os dias, tantas e tantas vezes…

Beijas-me com uma suavidade e leveza que me faz querer agarrar-te com tanta força…

Suspiro…

Sussurras palavras que tocam ao de leve na minha cara…

Adoro essa sensação…

Olho-te nos olhos.

Trocamos sorrisos cheios de paixão ou amor… sei lá…

Respiro fundo… fecho a janela… já anoiteceu….



* Raio de Sol *

Quarta-feira, Março 08, 2006

Chuva


Está a chover lá fora…
Levanto-me da minha cama, vou até a janela vê-la a cair indiferente a tudo…

Encosto a cabeça ao vidro embaciado, e fecho os olhos…

Está tudo tão silencioso…
Apenas se ouve a minha respiração…
Apenas me vem à memória os teus olhos, o teu sorriso… sempre tão intocáveis… tão distantes… tão….

Imagino o sabor do toque que te faria na cara… o som dos nossos
olhares a cruzarem-se… a cor do nosso beijo… o amor… o amor, que tão longínquo está...
Crio tudo isso na minha cabeça… sinto tudo com a imaginação…
E vou mais longe…
O desejo que despertas em mim…
O prazer que desejo sentir…

O amor que tenho de sentir…

Respiro fundo e quase que sinto a tua respiração ofegante no meu peito.
A tua boca tão perto da minha a recusar o que deseja… a tua mão a prender a minha, como se nunca mais me fosse largar…

Tudo tão perfeito…
Abro os olhos… A chuva não parou de cair…


* Raio de Sol *

Texto que fiz para o fotolog da Lau...

Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006

Completam-se...

______________________ Pôr do Sol!

Ela tinha um sonho… Ele não acreditava em sonhos!
Um dia, fruto do sonho ou do acaso encontram-se…
Ele apaixona-se pela primeira vez… Ela apaixona-se para sempre!
De mãos dadas… abraçando-se depois, viram o sol que começava a pôr-se, lá longe no horizonte, beijando o mar num toque suave. A cor vermelha estendia-se nas ondas, à medida que o sol se escondia deles… tão pura, quanto as estrelas que começavam a brotar no céu. Já mais teriam visto assim um pôr-do-sol.
Devagar, devagarinho… o sol punha-se completamente e a noite começava a brilhar. Apenas a sua luz da lua cheia os iluminava, numa praia qualquer…
Vazia… perdida… vaga…
Ainda abraçados, olhos nos olhos, sorriram apenas…

Num íntimo movimento ele sussurra, no ouvido dela…

- Sabes, um pôr-do-sol é sempre um pôr-do-sol... Mas um pôr-do-sol contigo é sempre especial…



__________________________________ Outra vez!


De novo eles… Outra vez a mesma praia… Uma outra noite qualquer, que iria ser a noite deles! Estava escolhida… Estava no seu destino! Refugiados ali algures, num sítio onde instintivamente se via a lua a tocar o mar… as estrelas a bailarem a sua volta… o vento a fugir do tempo… estavam alheios a tudo , aquecidos apenas pelo seu próprio calor, unidos por aquele sentimento tão belo que um dia, ali ou noutro sitio qualquer tinham encontrado…. À sua volta havia apenas o som das ondas, sempre intocável, mas não menos belo por isso. Começaram por aprecia-lo. De olhos fechados, encostados um ao outro… o tempo pára ali. A noite rende-se a tais encantos. Secretamente… a mão dele toca o cabelo dela, suavemente percorre-lhe a cara… Sente o calor… A intensidade do toque… A satisfação de o fazer… Ela… goza o prazer do arrepio que aquilo lhe causou. Ele sente e volta a faze-lo. É cada vez mais forte… E num ímpeto acto de ternura abraçam-se… não com força, mas com sentimento. Isso bastava! O toque… O abraço… Faltava apenas o beijo que tanto evitaram, para conter o desejo de não mais parar. Mas aconteceu… Um beijo iluminado pela lua, embalado pelo mar, invejado pelas ondas… Depois, da mistura de tantas emoções, sentimentos, sensações… ela deita-se no colo dele … Adormece… Enquanto ele fica a sentir o calor do seu rosto…

* Raio de Sol *