
Carina acabava de deixar cair para o chão o vestido amarelo que tinha vestido há pouco. A pele morena brilhava com os últimos raio do sol. O biquíni branco mostrava a perfeição do corpo dela.
Estava calor... o sol preparava-se para se esconder no mar.
A areia estava quente...
O vento estava ainda mais quente... e deslizava suavemente no corpo e nos cabelos dela.
Esqueceu o vestido. Os chinelos. A mala. A toalha. Tudo...
Mergulhou os pés na água do mar. Estava igualmente quente. Hum...
Molhou as mãos e deixou-se ir nas ondas que iam e vinham de mãos dadas com o sol que já quase não se via..
Deixou o tempo passar. Anoiteceu e nem se apercebeu que ele estava ali, perto dela. Olhava-a em silêncio. Os olhos claros cintilavam na escuridão.
Carina olhou para ele e sorriu, como se sempre soubesse que ele ali estava a olha-la. Abriu os braços, como se pedisse para ele a abraçar.
E em menos de nada estavam deitados na areia. A lua cheia deitava-se com eles e fazia brilhar ainda mais a pele morena e molhada de Carina.
As linhas perfeitas dela encaixavam no corpo dele, como se sempre tivessem pertencido um ao outro.
Ele começou por explorar cada sentimento da pele tatuada dela... Depois a sua boca deslizou para os ombros. Para o pescoço. Para o peito. Para a barriga. E regressou ao pescoço com a língua colada à pele dela.
Carina arrepiou-se. Desejou mais e mais e mais...
Deixou que os seus lábios tocassem os dele, e deixou as suas mãos à deriva nas costas dele. Quanto mais se perdiam em beijos quentes como aquele noite, mais se desejavam.
Nem a agua do mar que de vez em quando os banhava apagava o fogo da paixão que ali estavam a viver.
O corpo de Carina palpitava intensamente por aquele homem loiro, bonito e de olhos claros.
O corpo dele pedia o mesmo. Desejava-a com toda a força...
Deram as mãos. Sorriram e cederam ao desejo...
As respirações ofegantes, tornaram-se numa só. E na areia molhada fizeram tudo o que puderam para saciar todas as vontades loucas de se terem.
Sexta-feira, Dezembro 05, 2008
Carina*
Quarta-feira, Novembro 12, 2008
Rita*
Rita caminhava pela praia, sozinha. Deixava os seus pés serem beijados pela agua do mar, e os seus cabelos pretos e encaracolados voarem com o vento.
Estava frio, mas estava uma noite linda. O céu negro fundia-se com o mar, lá longe. A lua e as estrelas estavam suspensas no céu e e ao mesmo tempo a bailar na água que tocava os pés dela.
Rita cansou-se de segurar com a mão o vestido preto, comprido e sem alças. Deixou-o cair e deixou que se molhasse. Deixou para trás também os sapatos pretos de verniz que segurava na outra mão.
Sentia-se mais livre.
Parou. Fechou os olhos. Abriu os braços. Respirou fundo. Varias vezes...
Sentia-se ainda mais livre.
Sorriu...
E no mesmo instante, o medo invadiu todo o seu corpo. Vinha alguém em direcção a ela. A pouca luz que havia não a deixava ver quem era. O medo não a deixava sequer mexer-se.
Ficou ali parada, a olhar com a sua cabeça a pensar em mil coisas ao mesmo tempo.
Ele sorriu.
E todo o medo se transformou em qualquer coisa que ela não sabia definir... Correu para ele. Queria abraça-lo. Sentir que não estava a ter uma alucinação.
Ele parou e esperou-a. Rita chegou em menos de nada junto dele. A sua respiração estava ofegante, mas nem isso a impediu de o abraçar com força e deixar que ele a beijasse.
A mistura do corpo dele quente com o dela frio, tornava-se numa mistura alucinante...
O vestido dela depressa deslizou do seu corpo e a seguir caíram abraçados no chão. Pouco importava se a areia estava molhada ou não. Importava sim o momento e tudo aquilo que estavam a sentir.
Ele beijou sofregamente o corpo dela todo. Enquanto ela amava cada centímetro da pele morena que tocava a sua. Os olhos negros dele confundiam-se com a escuridão, mas o sorriso... O sorriso brilhava quase tanto com a lua, que iluminava o pouco que eles precisavam ver.
Rita fechou os olhos mais vez e deixou que ele a dominasse. O seu corpo chamava por ele desde o primeiro abraço.
E agora cada vez mas o queria. Ali. Agora. Assim.
Rebolaram pela areia sendo um só, na magia de tudo o que os rodeava. Por momentos deixou de existir o mar, a lua, as estrelas, o resto do mundo... Existiam apenas dois corpos despidos, abençoados pela noite. Duas respirações que se cruzavam loucas de desejo. Duas almas que se tornaram numa só, embaladas pela paixão.
Perderam-se no amor que ambos sentiam.
Encontraram-se no prazer que ambos alcançaram.
Foi perfeito!
Para ti Ritinha! Espero que gostes! :)
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Terça-feira, Novembro 04, 2008
tanto
Gritei… Não aguentava mais!
Olhei-te uma última vez e aí, já desviaste o olhar. Abri a porta e sai. Caminhava devagar. Sentia que cada passo em frente que dava, eram dois para trás que queria dar.
Parei. Sentei-me no chão. Senti frio. Fechei os olhos. Deixei o vento bater-me na cara e brincar com os meus cabelos.
Chorei. Disse em voz baixa tudo o que te queria dizer e não disse.
Gritei depois. Sei que não ouvias, mas o alivio de gritar era mais reconfortante do que a raiva de ter errado de novo.
Limpei as lágrimas com mão direita. Agarrei o cabelo com a esquerda. Respirei fundo o ar suave e fresco que o vento trazia até mim.
Olhei à minha
volta. Não havia testemunhas do meu momento de fraqueza.Quando pus a mão no chão para me levantar, reparei que tinha uma flor junto de mim.
Olhei de novo à minha volta. Ninguém. Apenas silencio.
Peguei na flor. Levantei-me…
Senti o teu calor. A tua mão na minha barriga a puxar-me para ti. As minhas costas contra o teu peito.
Virei-me e olhei-te nos olhos. Num segundo vi o meu mundo no teu olhar e a minha vida no teu sorriso lindo.
Abraçaste-me e deste-me um beijo na testa.
Empurraste-me carinhosamente contra a parede de uma casa vazia e sem vida que assistia a tudo.
Agarraste as minhas mãos, olhaste e viste-me ali completamente tua…
Beijaste os meus lábios com os olhos e os meus ombros com os teus lábios.
Arrepiei-me e tu fizeste pior…
Deixei de me proteger e deixei que fosses tu a tomar conta de mim. Afinal com as mãos presas, não podia fazer nada.
Deixei-me ser tua. Deixei que fosses meu.
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Sexta-feira, Outubro 10, 2008
Quinta-feira, Setembro 25, 2008
Um pouco mais...
Queria um pouco mais de ti, esta noite.Olhei-te. Desejei-te. Amei-te. Num segundo...
Agarrei-te a camisa já semi aberta e puxei-te para mim. Olhaste-me com um ar assustado, mas estavas ainda mais louco que eu.
Abraçaste-me e deixaste-me abrir o resto da tua camisa. Tiraste-a e deixaste-a cair no chão.
Ficou para trás como prova da nossa passagem por ali.
Percorremos o corredor, envolvidos numa dança alucinante. Subimos as escadas perdidos nos sorrisos um do outro. Passamos pelo quarto escondendo os beijos da luz.
Paramos na varanda...
O vento, a lua, as luzes da cidade, o encanto da noite... tu, o teu sorriso, o teu cheiro, o teu encanto, a tua ternura... e eu... completamente perdida na loucura de ter um pouco mais.
Continua.....
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Sábado, Setembro 20, 2008
Lua

Em menos de nada estava abraçada a ti. Estava a sentir-me perdida nos teus braços e ao mesmo tempo protegida.
Por mim ficava assim uma vida... Mas tu preferiste que eu me perdesse por completo em ti. Pegaste-me e levaste-me para o jardim.
Estava escuro. Apenas havia a luz da lua. Lua cheia. A fase da lua que mais amo...
Deixaste-me ali no chão e desapareceste na noite. Senti frio e medo. Mas tu voltaste com uma flor. Uma flor para mim.
Agradeço-te um com beijo e não me largas mais. As tuas mãos à volta do meu corpo, o teu peito junto ao meu, os meus lábios perdidos nos teus...
Estava a sentir o teu calor... estava a sentir o teu coração bater... estava a sentir-me a mulher mais feliz do mundo... Estava ali onde sempre quis estar!
Dançamos ao som do vento, rimos de nós próprios, saboreamos a felicidade e... procuramos o nosso limite.
Tiraste-me a roupa, com a mesma suavidade que o vento rouba as folhas das árvores... Deixaste-me tirar a tua com beijos... beijos por todo o corpo...
Beijos que provocam arrepios... E vontade de ir mais longe.
O silêncio... A lua cheia... A noite... Tu... Eu... O amor... O prazer...
Perfeito!!
(imagem retirada do site gettyimages)
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Quinta-feira, Maio 01, 2008
Vida*

Vida…
Hoje apeteceu-me escrever-te. Apeteceu-me envolver as palavras com todos os sentimentos e emoções que me mantêm viva.
Apeteceu-me chegar a ti, através das palavras. É impossível carrega-las com tudo o que sinto. As palavras são sempre demasiado pequenas para descrever o amor, a paixão, a cumplicidade, a vida…
Mas tu já me conheces bem para o saberes, assim como eu te conheço a ti.
De olhos fechados seria capaz de descrever cada traço teu, cada expressão tua sem qualquer dificuldade… seria capaz de sentir o teu sorriso… seria capaz de te sentir…
Longe ou perto, consigo sentir-te. É como se existisse dentro de mim outra vida. Uma vida que me faz ter-te sempre por perto, nos momentos em que mais preciso de alguém ou nos momentos que mais quero estar sozinha.
Uma vida que me faz saber de cor o aroma da tua pele, o brilho do teu olhar ou até mesmo a profundidade da tua alma.
Uma vida que me faz viver…
Uma vida que não é minha, mas que eu desejo ter para sempre…
Às vezes dizem que para sempre é muito tempo. Talvez seja. Talvez não seja. Talvez seja para todos aqueles que deixaram de acreditar na vida e no amor. Talvez seja para aqueles que já se magoaram vezes sem fim. Mas talvez não seja para aqueles que conseguem lutar todos os dias por esse sempre. E a isto muitos chamam segredo!
O segredo de tudo o que conquistamos na vida, porque não basta conquistar. É preciso saber conquistar todos os dias, como se nunca o tivéssemos feito.
E o que aconteceria se o nosso sempre acabasse? O que aconteceria se eu deixasse de ter a tua vida em mim?
Não, não era o meu fim! Estaria a enganar-me como milhares de pessoas o fazem, quando dizem que sem a outra pessoa a vida deles vai acabar.
Não acaba!
Deixa de fazer algum sentido, porque uma vida sem outra, fica vazia. Fica cheia de um nada que nós tão bem conhecemos. Mas que felizmente preenchemos com sorrisos cúmplices… olhares compreendidos… palavras escondidas pelo silêncio... toques sublimes… desejos intocáveis…
E se dissesse que não és um sonho, estaria a mentir. Com o passar dos anos, com todas as desilusões e fracassos, com todos os medos, acho que temos tendência a deixar de acreditar no amor. Por muito que diga que os homens são todos iguais, sei que não é verdade. Sei que felizmente não é verdade!
Acho que apesar de deixar de acreditar, há sempre a tendência para idealizar alguém que nos faria felizes e que seria capaz de nos preencher o grande vazio que há nós. Eu sonhei com isso… Eu acreditei e desacreditei isso… e por fim, encontrei-te.
Muito melhor que o sonho. Muito melhor do eu que esperava.
Em pouco tempo, deixaste de ser sonho e passaste a ser vida. Vida num corpo cansado de suportar uma dor desassossegada.
Vida numa alma que seduziste...
Vida numa vida há muito perdida...
Para sempre?
Sim!
Segunda-feira, Março 10, 2008
Meu para sempre
Já passava da meia-noite e nós à chuva a discutir. Gritávamos um com outro, quando a minha única vontade era calar-te com um beijo.
Mas tive medo que me rejeitasses, preferi virar as costas e fugir para casa. Corri como se fugisse do tempo… entrei em casa e tu entraste logo depois.
Abraçaste-me com força… acariciaste-me os cabelos molhados… e deste-me um beijo suave, enquanto me tiravas o casaco também molhado.
Ficou pelo chão, assim como toda a roupa que te fui tirando.
Pedi para parares.
Queria olhar-te. Queria ver-te a suster a respiração louco por me dares outro beijo e por percorres todo o meu corpo com os teus lábios…
Deixei que me despisses a pouca roupa que restava…
Beijaste-me como se fosse a primeira vez. Conseguiste provocar um arrepio assustador em mim. Deslizaste os teus lábios pelo meu pescoço… desceste para os ombros… para o peito… e voltaste em busca dos meus lábios que chamavam por ti em silêncio.
Puxei-te pela mão... Com força para teres a certeza que eu queria isto.
Deixaste-me cair na cama e vieste em busca de mim. Senti as tuas mãos quentes a mergulhar no meu corpo. Senti o teu cabelo molhado no meu peito. Senti a tua alma, em busca da minha…
Completamente rendida. Completamente alucinada.
Beijei-te os ombros com a mesma suavidade com que me amavas. Toquei as tuas costas e senti que eras meu.
O teu calor. O teu desejo. Tu.
Meu para sempre.
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Sexta-feira, Outubro 19, 2007
Sabia que era hoje...

Ambos sabiamos que a noite seria longa…
Os olhos dele já conheciam bem o meu sorriso, o meu olhar, o meu cabelo, as minhas mãos… tudo estava carinhosamente estudado. Nunca me tinha tocado, mas depois de meses de encantamento mutuo, era impossível não saber…
Entramos na sala. Um de cada vez. Sentamo-nos longe um do outro...
Durante o jantar, pelo meio da multidão trocamos olhares cúmplices, olhares a arder de paixão…
A vontade de nos tocarmos sem medo era tanta, já há tanto tempo…
Saímos sem que alguém percebesse. Corremos para o parque de estacionamento e paramos... Havia imensos carros à nossa volta, e apenas um candeeiro lá longe a brilhar... A luz da lua cheia dava para ver tudo o precisavamos ver...
Quase sem folego pegaste-me na mão e sorriste:
-Nem acredito...
Sorri... abracei-te com tanta força...
Pela primeira vez senti o teu calor, o teu coração a bater no meu peito, os teus braços a envolverem-me...
Voltaste a pegar-me na mão e olhaste-me. Olhaste para o meu vestido vermelho... Olhaste para o meu cabelo que voava com o vento... Olhaste-me nos olhos...
Deste-me um beijo. O nosso primeiro beijo... E o primeiro de tantos que se seguiram.
A minha mão percorria o teu cabelo preto, suave... As tuas deslizavam nas minhas costas. Os nossos lábios brincavam juntos...
Paraste. Olhaste de novo para mim e sorriste. Pegaste-me ao colo e levaste-me até ao teu carro.
Mais dois beijos e levaste-me para um sitio lindo... Longe de tudo, só se via o mar e a lua a envolverem-se suavemente...
Havia um banco também, lá longe... Onde passamos horas entre conversas, beijos e carinhos.
Amanheceu...
...
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Sábado, Outubro 13, 2007
Felicidades....
Poderia desejar aqui muitas coisas, como se faz sempre nestes dias... Mas tu sabes que o desejo sempre... Em todas as horas que partilhamos segredos, em que nos rimos, ou em que apenas falamos da vida.
São horas e horas em que mesmo separadas por alguns quilometros, tu estás aqui, presente, sem nunca me deixares sentir sozinha.
E não sei se tu sabes, mas eu admiro-te imenso. Não só pela pessoa que és e por me surpreenderes todos os dias com novas histórias da tua vida, mas sim por tudo o que tu sabes e aprendeste sozinha. Muitas vezes não foi da melhor maneira, mas tu tens uma força incrivel e uma coragem fora do normal.
Que todas as horas que partilhamos diariamente, se tripliquem em anos de felicidade para vocês os dois.
Felicidades querida Gabriela*
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Quinta-feira, Julho 12, 2007
Dedicado à minha mana

Ele chegou…
A discoteca estava praticamente cheia, mas ela viu-o. A musica deixou de existir para ela. Ficou parada a sorrir e a percorre-lo com o olhar.
Ele estava sozinho. Olhou à sua volta e como não viu ninguém conhecido saiu…
Para ela a noite tinha acabado… A frustração levou-lhe o sorriso.
Foi beber qualquer coisa e saiu também, a desejar chegar o mais rápido possível a casa.
Descalçou-se até ao carro, já não aguentava mais aqueles sapatos.
- Queres que te leve ao colo até ao carro? Ainda te cortas com algum vidro…
Parou. Teve medo. Olhou para trás e um arrepio percorreu-lhe as costas ainda suadas.
Era ele…
- Que susto!
- Oh então? Sou assim tão assustador?
- Não, mas não contava encontrar-te aqui e ainda por cima às 4 da manha.
- (sorriu) Estive lá dentro, mas saí… depois fiquei aqui a pensar para onde havia de ir.
Ela sorriu, como se soubesse perfeitamente para onde o levar. Ele aproximou-se dela e ficou a olha-la.
- Que foi?
- Estou com uma vontade doida de te dar um beijo.
Riram-se os dois e ele pegou-lhe ao colo. Meteu-a dentro do carro e atirou os sapatos dela para cima do banco de trás.
- Para onde é que tu me vais levar?
- Para o paraíso…
-Hum...
Até chegarem ao apartamento dele, falaram, riram, partilharam sonhos e desejos…
Quando chegaram ele voltou a pegar-lhe e levou-a até lá ao colo. Entrou, fechou a porta e deitou-a no sofá preto da sua sala.
Ela sentou-se, ajustou o vestido preto ao corpo e deu um jeito ao cabelo enquanto ele foi buscar champanhe…
Sentou-se ao lado dela e deu-lhe um beijo quase de surpresa. Depois acariciou-lhe os cabelos e deitou a cabeça dela no seu peito.
Beberam o champanhe quase todo enquanto falaram e trocam beijos com sabor a desejo. Desejo puro e enlouquecido pela temperatura que se fazia sentir naquela sala.
Ele começou por despir a camisa… depois despiu carinhosamente o vestido dela, beijando-lhe o corpo que ia ficando despido.
Envolveram-se em beijos cada vez mais perigosos e … cederam ao desejo de se amarem pela primeira vez.
O resto… só ele e ela viveram e sentiram…
Ela podia chamar-se Filipa...
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Quarta-feira, Maio 02, 2007
Vestido Preto

Completamente alucinada e louca por ti…
Sei que percebes e finges não me ver no meio de tanta gente. Mas eu sei que vês! Encontro o teu olhar perdido em busca do meu, vezes sem conta por entre o sorriso dos outros… nunca gostei de festas, mas esta vai ser a minha noite.
Olhas e desvias o olhar. Sorris sabes lá porquê. Os teus amigos falam sem parar, mas tu manténs-te calado.
Brinco com o copo nos meus lábios. Olho-te sem medo. Provocar-te faz-me sentir ainda mais louca…
Sabia que não ias resistir…
Em menos nada fazes-me sinal para ir ter contigo ao jardim. Agora podia ser eu a resistir mas não me apetece. Deixo o copo numa mesa qualquer, ajusto o vestido preto ao meu corpo, passo os dedos no meu cabelo e desapareço dali sem ninguém dar conta.
Esperas-me de costas, encostado ao muro perto de uma árvore cheia de flores amarelas.
Sabes o quanto gosto de flores amarelas. Fazes tudo para me seduzir. Mas eu sei faze-lo ainda melhor…
Sentes que caminho até ti, viraste e sorris. Eu caminho devagar, com o mesmo sorriso com que saí da festa.
Paro à tua frente. Ficamos ali, sem nos tocarmos, a olhar nos olhos um do outro e a sorrir.
Mas mais uma vez não resistes. E agarras-me pela cintura procurando desenfreadamente os meus lábios. Eu desvio… quero deixar-te ainda com mais desejo de me beijar.
Sem medo, segues para o meu pescoço. Como esses arrepios sabem a prazer…
Sem perceberes inverto o jogo e agora sou eu que procuro os teus lábios que entregas sem luta.
Beijas-me… sorris… dizes palavras meigas… quase ao mesmo tempo.
Limito-me a fechar os olhos e a perder-me em ti, como sempre desejei desde o dia em que me tentaste seduzir…
*Raio de Sol* 01/05/2007
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Quinta-feira, Dezembro 07, 2006
Shh...

- Não digas nada...
A sua voz já se confundia com o tom da música. Eu fiquei apenas abraçada a ele a ouvi-la. Ficava ali eternamente, se pudesse…
Uma das suas mãos deslizava devagarinho no meu cabelo. Outra apertava-me com força... Com tanta força…
Naquele momento apeteceu-me abraça-lo ainda mais… dar-lhe um beijo… sorrir-lhe… dizer que o amo… mas simplesmente olhei nos olhos dele e senti que tudo isso não chegaria para demonstrar o quanto sou feliz…
Sorri e fechei os olhos…
Senti… senti tanto… os seus lábios a tocarem carinhosamente nos meus.
Tão devagarinho…
Tão suavemente…
Sorriste para mim...
Raio de Sol
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Domingo, Setembro 03, 2006
João
João esperava por ela, ansioso. Era sempre assim, parecia-lhe sempre a primeira vez.Ao fundo da rua, finalmente ela começava a confundir-se com a escuridão. Caminhava devagar e séria. O cabelo esvoaçava sobre a sua cara, mas nem isso a levava a fazer qualquer movimento.
Chegaram perto um do outro e não se olharam.
Nada de olhares…
Nada de palavras…
Nada de desejos escondidos…
Mas assim que João sentiu o calor do corpo dela, aproximou-se e ao contrário dos outros dias, envolveu-a num abraço forte.
O beijo… esse só surgiu quando o abraço já não satisfazia, nem um, nem outro.
- Vamos?!
João, levou isto como uma ordem. Seguiu carinhosamente os passos dela.
E assim que a porta da velha casa, destruída pelo tempo se abriu, ambos se envolveram em beijos perigosos.
Sem olhares, sem palavras, sem desejos escondidos, deram-se por vencidos e deitaram-se no chão frio, rapidamente aquecido pelos corpos quase nus.
E porque desta vez tinha de ser diferente, João deixou-se dominar pela beleza da mulher que amou vezes sem conta.
Esta noite, ele seria dela.
Só dela!...
(E ao João do texto... espero que tenha ficado como imaginavas.. :) )
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Quarta-feira, Agosto 16, 2006
Esta Noite...♡
Esta noite, vais ser meu!
Espero-te sem que saibas que o estou a fazer. Nunca gostaste que eu esperasse por ti…
Mal tu sabes há quanto o faço… há quanto tempo espero o dia em que possa ser tua para sempre!
Enquanto flutuo no meu sonho, tu passas à minha frente. Dás pela minha presença. Surpreendeste. Sorris. E perguntas o que faço ali.
- Um dia disseram-me que aqui iria passar o meu príncipe encantado. Disseram-me também para não esperar por ele, mas sim desejar que ele esperasse por mim.
Voltas a sorrir e pegas nas minhas mãos, quase presas pela ansiedade. Olhas-me durante um momento que me pareceu eterno. E fechas os meus olhos com as pontas dos teus dedos, percorres a minha cara, o meu pescoço, os meus braços...
E os teus lábios aproximam-se…
Beijas suave e delicadamente, cada traço do meu corpo. Paras nos meus lábios.
A paixão é cada vez maior…
O desejo leva-nos a cometer loucuras!
Despes a pouca roupa que tenho vestida. Faço-te o mesmo.
Agarras-me e brincas com o meu sorriso.
Abraças-me e o desejo de ambos torna-se num só desejo.
Baixinho dizes-me ‘Amo-te’ e sorris…
É por isso que gosto tanto de ti, sabes melhor que ninguém que um beijo e um Amo-te não chega…
Desejas-me…
Mas eu desejo-te ainda mais!
E naquela noite foste meu… como em todas as outras que se seguiram…
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Segunda-feira, Junho 12, 2006
Proibido?

Desejo…
Desejos…
É isso que me move…
É isso que te afasta…
Passas por mim e chamas-me com o olhar. Sabes que não devo ir, mas chamas-me… queres isso mais do que eu.
Não vou ceder. Desvio o olhar e finjo que não te vi.
Voltas a faze-lo… Agora tens a certeza que vi e tens a certeza que quero ir, mas que não posso… ou não devo…
Sorris…
Sabes que amo o teu sorriso…
Levanto-me, ajusto o vestido ao meu corpo, mexo no cabelo e vou ter contigo…
O proibido torna-se sempre na maior das tentações.
Continuas a sorrir…
És delicadamente encantador…
Fixo os meus olhos nos teus… mas não sorrio…
Paro à tua frente…
Aproximaste de mim e ficamos assim uns instantes…
Presos pelo desejo de nos tocarmos…
Tentas… Mas sabes que não podemos fazê-lo!
Agarras-me a mão e puxas-me… levas-me para longe todos aqueles que … não podem saber!
Encostas-me à parede, soltas-me as mãos… agarraste-me a mim e eu agarro-me a ti…
Beijas-me o pescoço… Beijas-me os ombros… beijas-me os braços… Beijas-me os lábios tão, tão, tão suavemente…
Ao mesmo tempo, sinto as tuas mãos quentes… a flutuar nas minhas costas…
Gosto… e peço-te que não pares…
Mas tu paras…
Olhas-me…
Fazes um sorriso carinhoso…
Dás-me um beijo…
…
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Sexta-feira, Maio 19, 2006
_______ Perfeição
Tinha o cabelo solto e com risco ao lado.
Pintava a folha azul-bebé com um lápis amarelo.
Com os seus riscos tortos desenhava o seu mundo perfeito…
Um mundo em que era sempre primavera, em que havia sol, flores e cores…
Um mundo em que a sua casa seria um castelo e ela seria princesa.
Desenhava o vestido, cuidadosamente… branco e bonito… de seda brilhante como pérolas…
Nesse castelo havia uma varanda com vista para uma floresta encantada… nessa floresta vivia o seu príncipe encantado.
Aquele que todas as noites lhe trazia flores selvagens, lhe cantava belas melodias, lhe mostrava a verdadeira cor das estrelas…
Tudo era perfeito. O lápis deslizava na folha ao sabor do sonho…
E quando tentava mais uma vez pintar a noite, para com ela chegar o seu príncipe, vestiu o seu vestido e o bico do lápis partiu…
Nessa noite, já não houve flores…
Já não houve melodia…
Já não houve amor…
Já não houve a noite especial que ela tanto queria…
O vestido ficara por apertar e o amor por alcançar…
Levanto-me para afiar o lápis…
Olho-o com pena…
Já está demasiado velho e usado… prefiro guarda-lo e saber que foi com ele, que num papel fiz um mundo mais bonito.
O desenho? Esse acaba na noite em que eles se iriam amar mais uma vez…
Quinta-feira, Maio 18, 2006
Só esta noite...
Só esta noite…
Vem comigo, segue as pegadas sem cor que deixo no tempo…
Segue o desejo que deixo perdido na escuridão…
Segue-me…
Deixa-me ser forte esta noite…
Quero mostrar-te o meu sabor…
Quero provar o teu…
Quero amar-te…
Quero que me ames!
Só esta noite…
Sábado, Abril 22, 2006
JaNeLa
Caminho devagar até à janela…
Um desejo transcendente leva-me a querer ver o mundo lá fora!
E cedo a esse impulso…
Encosto-me ao vidro frio, toco-o com os meus dedos para sentir essa gélida sensação…
Olho para o horizonte...
E vejo-nos… lá longe… tão longe quanto o sol. E apenas alguns dos seus raios nos iluminam.
Furam por entre as arvores e vem até nós naquele tom amarelo quase transparente…
Brilham… aquecem… encantam…
Abraças-me. Com aquele abraço que tanto desejo sentir todos os dias, tantas e tantas vezes…
Beijas-me com uma suavidade e leveza que me faz querer agarrar-te com tanta força…
Suspiro…
Sussurras palavras que tocam ao de leve na minha cara…
Adoro essa sensação…
Olho-te nos olhos.
Trocamos sorrisos cheios de paixão ou amor… sei lá…
Quarta-feira, Março 08, 2006
Chuva

Está a chover lá fora…
Levanto-me da minha cama, vou até a janela vê-la a cair indiferente a tudo…
Encosto a cabeça ao vidro embaciado, e fecho os olhos…
Está tudo tão silencioso…
Apenas se ouve a minha respiração…
Apenas me vem à memória os teus olhos, o teu sorriso… sempre tão intocáveis… tão distantes… tão….
Imagino o sabor do toque que te faria na cara… o som dos nossos olhares a cruzarem-se… a cor do nosso beijo… o amor… o amor, que tão longínquo está...
Crio tudo isso na minha cabeça… sinto tudo com a imaginação…
E vou mais longe…
O desejo que despertas em mim…
O prazer que desejo sentir…
O amor que tenho de sentir…
Respiro fundo e quase que sinto a tua respiração ofegante no meu peito.
A tua boca tão perto da minha a recusar o que deseja… a tua mão a prender a minha, como se nunca mais me fosse largar…
Tudo tão perfeito…
Abro os olhos… A chuva não parou de cair…
Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006
Completam-se...
Ela tinha um sonho… Ele não acreditava em sonhos!
Um dia, fruto do sonho ou do acaso encontram-se…
Ele apaixona-se pela primeira vez… Ela apaixona-se para sempre!
De mãos dadas… abraçando-se depois, viram o sol que começava a pôr-se, lá longe no horizonte, beijando o mar num toque suave. A cor vermelha estendia-se nas ondas, à medida que o sol se escondia deles… tão pura, quanto as estrelas que começavam a brotar no céu. Já mais teriam visto assim um pôr-do-sol.
Devagar, devagarinho… o sol punha-se completamente e a noite começava a brilhar. Apenas a sua luz da lua cheia os iluminava, numa praia qualquer…
Vazia… perdida… vaga…
Ainda abraçados, olhos nos olhos, sorriram apenas…
Num íntimo movimento ele sussurra, no ouvido dela…
- Sabes, um pôr-do-sol é sempre um pôr-do-sol... Mas um pôr-do-sol contigo é sempre especial…
__________________________________ Outra vez!
De novo eles… Outra vez a mesma praia… Uma outra noite qualquer, que iria ser a noite deles! Estava escolhida… Estava no seu destino! Refugiados ali algures, num sítio onde instintivamente se via a lua a tocar o mar… as estrelas a bailarem a sua volta… o vento a fugir do tempo… estavam alheios a tudo , aquecidos apenas pelo seu próprio calor, unidos por aquele sentimento tão belo que um dia, ali ou noutro sitio qualquer tinham encontrado…. À sua volta havia apenas o som das ondas, sempre intocável, mas não menos belo por isso. Começaram por aprecia-lo. De olhos fechados, encostados um ao outro… o tempo pára ali. A noite rende-se a tais encantos. Secretamente… a mão dele toca o cabelo dela, suavemente percorre-lhe a cara… Sente o calor… A intensidade do toque… A satisfação de o fazer… Ela… goza o prazer do arrepio que aquilo lhe causou. Ele sente e volta a faze-lo. É cada vez mais forte… E num ímpeto acto de ternura abraçam-se… não com força, mas com sentimento. Isso bastava! O toque… O abraço… Faltava apenas o beijo que tanto evitaram, para conter o desejo de não mais parar. Mas aconteceu… Um beijo iluminado pela lua, embalado pelo mar, invejado pelas ondas… Depois, da mistura de tantas emoções, sentimentos, sensações… ela deita-se no colo dele … Adormece… Enquanto ele fica a sentir o calor do seu rosto…







